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Aposentadoria do Windows parece estar cada dia mais próxima

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O Windows parece estar chegando próximo da aposentadoria.

Artigos e estudos que apresentam o futuro com novas tecnologias e as tendências sobre computação em nuvem, IoT, wearables, mobiles, impressão 3D, entre tantas outras são inúmeros. Mas um ponto convergente quando fala-se nestas tendências é o uso da internet, redes móveis e a disrupção com os ambientes tradicionais de trabalho.

A urgência do mundo dos negócios exige que decisões sejam tomadas com agilidade, que se possa ter acesso à informação em tempo real sem ter de esperar voltar ao ambiente interno do escritório e com isto é notório a ampliação do uso de APPs e sistemas que rodam em ambiente web. Além destes fatores a segurança da informação é outra grande dor de cabeça para diversos CIOs, que tem optado cada dia mais por hospedar os sistemas empresariais em datacenters.

Toda esta mudança de cenário tem refletido na gigante Microsoft, que percebe a cada dia a divisão do mercado ora dominado pelos ambientes Windows. Em eventos da companhia tem ficado claro que outras áreas de negócio têm dividido a atenção dentro da própria empresa.

No balanço financeiro do terceiro trimestre fiscal da Microsoft, encerrado em 31 de Março e divulgado em 26 de Abril de 2018, o destaque ficou para o crescimento da participação da receita advinda dos serviços de nuvem. A solução Azure, da categoria Intelligent Cloud, cresceu 93% na comparação entre os períodos anuais, ante um crescimento de apenas 13% de toda a categoria More Personal Computing, composta pela linha de soluções Windows.

Ainda em abril, o lançamento da plataforma Azure Sphere reforçou a linha de declínio do Windows. Orientada em conectar dispositivos IoT, o Azure Sphere é baseado no sistema operacional Linux, algo completamente inimaginável pouco tempo atrás.

Tweet de Joe Boelfiore sobre Windows Phone
Tweet de Joe Boelfiore sobre Windows Phone

Em Outubro de 2017, Joe Belfiore, vice-presidente do grupo de sistemas operacionais da Microsoft, anunciou por meio do Twitter que a plataforma do Windows 10 Mobile não receberia novas funcionalidades ou recursos, e apenas correções de bugs seriam liberadas. Num tweet de resposta à outro usuário, Belfiore escreveu “Of course we’ll continue to support the platform.. bug fixes, security updates, etc. But building new features/hw aren’t the focus” (em tradução: “É claro que continuaremos a dar suporte à plataforma.. correções de bugs, atualizações de segurança, etc. mas a criação de novos recursos/hw não é o foco”).

Outro indício da mudança de rumos da companhia é dada pela plataforma Office. A última versão denominada Office 365 funciona em ambiente Windows, mas a pegada é o direcionamento ao ambiente de nuvem, com políticas de licenciamento baseados em aluguel e contas online com armazenamento dos dados na nuvem.

E os softwares da tua empresa?

O caminho que a Microsoft tem desenhado para suas soluções e tendências de negócios, a coloca na mesma estrada que muitas outras gigantes já tem tomado há muito anos. A grande concorrente dela, a Google, sempre foi uma companhia com os dois pés no on-line e na mobilidade.

Outras soluções como os sistemas de gestão que englobam as siglas ERP, CRM, HCM ou RH, entre tantas outras ainda precisam evoluir muito e geralmente correm atrás, esperando o que estas gigantes de tecnologia lançam e, de certa forma, impõe como o mote para a evolução tecnológica, tornando as empresas reféns de escolhas que não tem.

Para o sucesso do negócio é fundamental que estes softwares sejam ferramentas de apoio, não amarras que seguram e travam a agilidade. A liberdade de escolha sobre o ambiente, sistemas operacionais, tecnologia de segurança, hardwares, nuvem, etc. ainda é restrita a poucas ofertas que estão no mercado. Investir em softwares que ainda seguem tecnologias em declínio, é garantia de novos gastos em curto espaço de tempo.

Por Daniel Germano Scheidt

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